É especialista na Técnica Sacro-Occipital (Sacro-Occipital Technique – SOT) e na terapia Craniossacral (TCS). Para garantir seu aperfeiçoamento, Dra. Daniela realizou estudos teóricos e práticos com Dr. Johnatan Howat, Dr. Rodney Mutter e Dr. Nelson DeCamp.
Durante o ano de 2006, realizou um estudo científico, onde pode comprovar que a quiropraxia pode beneficiar pacientes que sofrem de bruxismo, através da utilização de tratamento vertebral, cranial e da articulação temporomandibular (ATM). Sua amostragem apresentou melhora clínica em 100% dos pacientes, tornando-se referência dentre os profissionais da odontologia.
Atualmente, reside no Rio de Janeiro e atua na clínica QuiroPráxis, juntamente com o Dr. Carlos Braghini Jr.
TÉCNICA SACRO-OCCIPITAL (S.O.T.)
A Técnica Sacro-Occipital (SOT, do inglês Sacro-Occipital Technique) é assim chamada devido à relação entre o osso sacro (base da coluna) e o osso occipital (base do crânio). Estas duas áreas atuam como pontos de âncora para a dura máter, uma das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal.
O criador desse método foi o osteopata e quiropraxista Major Bertrand DeJarnette. Sua técnica é baseada em conceitos de biomecânica, que avalia os movimentos entre os ossos do crânio e sua influência no fluxo do líquor ou líquido cefalorraquidiano.
Com uma avaliação muito específica, os pacientes são classificados em três categorias distintas, e o tratamento é realizado com a colocação de cunhas sob a pelve para alinhá-la permitindo que o corpo busque um alinhamento mais correto. Diversos problemas osteoarticulares podem ser minorados ou corrigidos através da SOT.
A Técnica Sacro-Occipital utiliza ainda a Técnica Reflexa Manipulativa Quiroprática (CMRT), que abrange a relação entre o sistema nervoso autônomo e as vísceras, e a Manipulação Cranial, que trabalha nas articulações craniais e da mandíbula, tornando o atendimento extremamente abrangente e eficaz.
A Técnica Sacro-Occipital não é simplesmente uma técnica complementar de tratamento, e sim uma metodologia completa que visa suprimir a causa do mau funcionamento do organismo, em busca da homeostase, utilizando o mínimo de força.
Sistema de Categorias
A categorização de cada paciente é o primeiro e mais importante passo dentro da SOT. A categorização correta permite usar as diretrizes corretas em cada visita do paciente, assistindo-o em sua reabilitação. As categorias I, II e III indicam um desgaste gradual no grau de adaptabilidade fisiológica e, na medida em que a tolerância declina, a coluna e a pélvis gradualmente se degenera, passando da categoria I a II e da categoria II a III. As categorias I, II, e III indicam ao quiropraxista os tipos fundamentais de disfunção que ocorrem no corpo humano, interferindo no sistema nervoso e a consequente deterioração da saúde.
Categoria I

Sintomas da Categoria I:
• Distúrbio visceral
• Transtornos na pele
• Parestesia (dormência) na face
• Parestesia nas extremidades
• Insônia
• Dor na parte inferior das costas (região lombar)
• Dores de cabeça
• Irritabilidade
• Dores nos pés
Categoria II

Os pacientes de categoria II eram, anteriormente, da categoria I; por ter havido um trauma ou uma categoria I não detectada e tratada a tempo, induzi o organismo a se adaptar e compensar, levando o paciente à categoria II.
Sintomas de Categoria II:
• Problemas de mandíbula (ATM)
• Dor no pescoço
• Dores de cabeça laterais
• Dor lateral no tórax
• Dor lateral na coxa
• Hipoglicemia
• Dor no ombro, braço e mão
• Dor inguinal
• Problemas menstruais
• Dor na parte inferior das costas (lombar)
• Problemas de joelho, tornozelos e pés
• Dor no ouvido, perda de equilíbrio, zumbido
A articulação temporo-mandibular (ATM) tem uma relação direta com a articulação sacrilíaca e, portanto, necessita da estabilidade dessa articulação. Quando ocorre a separação sacro-ilíaca na categoria II, a ATM mudará a sua posição para realizar uma compensação, podendo resultar em mudanças que afetam a mordida, o equilíbrio, os ouvidos e a posição do pescoço (FIGURA 1).
Categoria III

Na categoria III, uma pressão é exercida sobre um disco intervertebral lombar (normalmente o 5º disco), fazendo com que o mesmo produza uma protrusão que pode atingir o nervo ciático, produzindo algum ou vários sintomas:
- Dor e/ou queimação na parte posterior da perna
- Sensação de formigamento na perna
- Estiramento da perna
- Parestesia (dormência) na perna ou nas costas
- Mau controle do intestino ou bexiga
- Dor ao sentar, levantar ou tossir
- Frio nas extremidades
A Relação Lovett Brother
A relação “Lovett Brother”, como descreve DeJarnette (1984) é a reciprocidade biomecânica entre as estruturas vertebrais e craniais, ou seja: atlas e L5 se movimentam juntas, bem como C2 e L4 e C3 e L3 e, assim sucessivamente. Quando L5 sofre uma subluxação haverá uma compensação no nível do atlas; se L4 sair de seu alinhamento, haverá uma compensação no nível do áxis, ou seja, quando uma vértebra muda de posição, a vértebra recíproca compensará para o lado oposto; esta reciprocidade existe também entre a pélvis e o crânio, onde o osso ilíaco tem relação com o osso temporal e o sacro com o osso occipital – o que deu nome à técnica SOT.
Todo o movimento muscular é uma combinação desses dois fatores: contração que gera o movimento e resistência que é o oposto da contração para manter o equilíbrio em movimento. Quando a contração domina, o resultado é distorção, dor e perda de movimento.
Trabalho Científico: Quiropraxia & Bruxismo - SOT
A quiropraxista Daniela Lopes Nunes realizou estudo científico durante o ano de 2006, onde pode comprovar que a quiropraxia pode beneficiar pacientes que sofrem com o bruxismo, que é provocado pelo apertar e ranger dos dentes durante o sono. Esta disfunção é responsável por uma série de sintomas como desgaste prematuro e erosão dos dentes, dores de cabeça, face, pescoço, ouvido e até ombros, bem como dor, estalidos, diminuição de movimento e desvio da ATM.
Todos os pacientes estudados receberam tratamento com a Técnica Sacro-Occipital (SOT), manipulação cranial e da articulação temporomandibular (ATM).
Os resultados foram positivos em 100% dos pacientes atendidos, tanto na diminuição das dores de cabeça, pescoço, mandíbula e ombros, como também na frequência dos estalidos, da crepitação e/ou travamento da mandíbula. Houve também melhora nas funções da articulação temporomandibular, como abertura da boca e mastigação.
Essa nova abordagem de tratamento para o bruxismo trabalha em parceria com os profissionais da área da odontologia e oferece uma solução para os inúmeros pacientes que sofrem desta patologia.
TERAPIA CRANIOSSACRAL (TCS)
É uma técnica que se utiliza de toques suaves e manipulações precisas dos ossos da cabeça, coluna vertebral e sacro, além de um trabalho específico nas fáscias musculares.
Equilibrando o funcionamento do Sistema Nervoso Central e do Sistema Nervoso Autônomo resgata a capacidade de autocura do corpo. O resultado é um profundo relaxamento e uma agradável sensação de bem-estar.
Essa técnica tem um abrangente programa que unifica e engloba diferentes abordagens e protocolos que unem os ensinamentos práticos de biomecânica de John Upledger e os conceitos osteopáticos de James Jealous.
A TCS é um método suave de diagnóstico e correção que encoraja os próprios mecanismos corporais de cura a dissipar os efeitos negativos do estresse sobre o sistema nervoso central.
Como é feita a Terapia Craniossacral?
O terapeuta usa um toque leve para encontrar restrições e desequilíbrios no sistema craniossacral. Isso é feito através do monitoramento do ritmo do fluido cerebroespinhal em seu fluxo pelo sistema. Estes movimentos podem ser detectados em qualquer parte do corpo, mas com mais facilidade no crânio, sacro e cóccix. Quando o problema é detectado, o terapeuta usa técnicas manuais delicadas para liberar estas áreas e dissipar a pressão desnecessária que estas restrições podem causar ao cérebro e à medula.
Os efeitos positivos da TCS contam em grande parte com a atividade de autocorreção natural do corpo do paciente. A abordagem pelo terapeuta simplesmente induz as forças hidráulicas que permitem a circulação do líquido cerebroespinhal e corrige a tensão das membranas intracranianas. Uma das vantagens terapêuticas é poder ser utilizada junto com qualquer outra abordagem clínica.
Quando é indicada a Terapia Craniossacral?
• Após traumatismos cranianos e medulares
• Enxaquecas
• Dores crônicas na pescoço
• Escoliose
• Na terapia complementar das dificuldades emocionais, como depressão e síndrome do pânico
• Síndrome da articulação temporomandibular (ATM)
• Dificuldades de aprendizagem
• Problemas relacionados ao estresse e tensão
• Estresse pós-traumático
• Na abordagem terapêutica de recém-nascidos, dentre outros.
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